O fast fashion já é um velho conhecido no mundo da moda, tendo surgido no início dos anos 2000. Entretanto, durante a pandemia de 2020, esse modo de produção atingiu outro patamar, sendo conhecido como ultra fast fashion. E qual a diferença? De acordo com o site Good On You, o ultra fast fashion incorporou tudo de “ruim” do fast fashion e piorou. Preços baixos, grandes volumes e ritmo de produção implacável.
Durante o período de isolamento oriundo da pandemia do coronavírus, as redes sociais serviram como fuga e um dos conteúdos que viralizou baseava-se em vídeos de “unboxing”, onde pessoas compartilhavam as dezenas de compras realizadas pela internet que, em sua maioria, eram apenas por prazer. As peças eram tão baratas que se a pessoa não gostasse, não “custava” nada descartar.
O ciclo de vida dos produtos é cada vez mais rápido (produção mais acelerada + tendências curtas = descarte precipitado). Ou seja, ele explora o consumismo exagerado, causando maiores malefícios ambientas e sociais através da exploração de trabalhadores. O que levava semanas, agora leva apenas dias. As roupas passaram de bens duráveis para uma mercadoria dispensável e de uso único.
Além de atingir níveis deprimentes na questão trabalhista, o meio ambiente também sofre com esse modo de produção. As roupas (de baixa qualidade) são produzidas, em sua grande maioria, com poliéster virgem que libera microplásticos na água e no ar.
Diante dessa problemática, a Assembleia Nacional Francesa aprovou por unanimidade um projeto com medidas contra o ultra fast fashion. Antes de virar lei, ele precisa passar por uma nova votação, agora no Senado francês. A proposta tem como justificativa os impactos ambientais que uma produção de 7.200 peças por dia causa! Se aprovado, a França pode se tornar o primeiro país do mundo com legislação que limita os excessos do ultra fast fashion!